Coronel Chrisóstomo critica silêncio e contradições de ex-secretária ligada ao “Careca do INSS” durante oitiva na CPMI do Roubo dos Aposentados
O deputado federal Coronel Chrisóstomo criticou duramente a postura da ex-secretária do chamado “Careca do INSS”, Aline Bárbara, durante oitiva realizada na CPMI do INSS. Segundo o parlamentar, a depoente apresentou contradições e não cooperou com os trabalhos da comissão ao afirmar que “não conhece ninguém” relacionado ao esquema investigado.
Durante a sessão, o deputado destacou que o advogado que representa Aline Bárbara é o mesmo que atua na defesa do “Careca do INSS”, o que, na avaliação dele, enfraquece a alegação de desconhecimento. Além disso, mencionou que ela também teria ligação pessoal com o petista José Dirceu, o que, segundo o parlamentar, reforça a necessidade de esclarecimentos mais transparentes.
Na oitiva, Coronel Chrisóstomo questionou diretamente a ex-secretária sobre o suposto roubo bilionário investigado pela comissão e perguntou se ela tinha conhecimento das irregularidades e como se sentia diante da gravidade das denúncias.
O deputado também criticou o silêncio adotado por testemunhas convocadas pela CPMI, afirmando que a postura prejudica o andamento das investigações e impede que a sociedade tenha respostas claras sobre os fatos apurados.
“O Brasil precisa da verdade. Não é possível que, diante de um possível roubo bilionário que atingiu velhinhos e velhonas, deficientes e crianças atípicas, as testemunhas venham aqui e digam que não sabem de nada. O silêncio só atrapalha as investigações. Quem não deve, não teme. É fundamental que todos colaborem com a CPMI para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou Chrisóstomo.
A CPMI do INSS segue ouvindo testemunhas e investigados para apurar possíveis irregularidades envolvendo descontos indevidos e desvios de recursos que teriam causado prejuízos expressivos aos cofres públicos e a beneficiários do sistema previdenciário.
Segundo o parlamentar, a comissão continuará atuando com rigor para esclarecer os fatos e garantir que eventuais responsáveis sejam responsabilizados na forma da lei.